Pesquisar
Close this search box.
Notícias

Justiça argentina denuncia líder de seita e outros 20 russos por tráfico sexual


A imprensa argentina identificou o líder da organização, que está detido na cidade de Rawson, perto de Bariloche, como Konstantin Rudnev, fundador da seita Ashram Shambala que se expandiu pela Rússia durante a década de 1990. Bandeira da Argentina
Unplash
A Justiça Argentina denunciou um suposto líder de seita e outras 20 pessoas de nacionalidade russa por integrarem uma organização criminosa “para fins de tráfico sexual e redução à servidão”, informou o Ministério Público nesta sexta-feira (4).
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A organização capturou uma jovem de 22 anos que foi trazida da Rússia. Em 21 de março, ela deu à luz a um bebê, em Bariloche, assegurou o MP em comunicado. A cidade fica 1.500 km de Buenos Aires.
Segundo os promotores, o objetivo era registrar o recém-nascido como filho do líder da seita para que ele pudesse adquirir a nacionalidade argentina e depois viajar ao Brasil.
A imprensa argentina identificou o líder da organização, que está detido na cidade de Rawson, como Konstantin Rudnev, fundador da seita Ashram Shambala que se expandiu pela Rússia durante a década de 1990.
A promotoria informou que o líder foi condenado a 11 anos de prisão por abuso sexual na Rússia e fugiu de Montenegro, onde era procurado pelas autoridades desde 9 de outubro.
LEIA MAIS
Morre ex-cardeal americano Theodore McCarrick, expulso da Igreja por acusações de violência sexual
DJ brasileira é presa em Portugal suspeita de comandar rede de prostituição
Durante a prisão, ele tentou ferir a si mesmo no pescoço com uma lâmina de barbear que levava em sua carteira, mas foi rapidamente contido pelos oficiais.
O recrutamento da mulher ocorreu por intermédio “de um espaço espiritual e de prática de ioga de fachada” e “se aproveitou da situação de extrema vulnerabilidade da vítima”, informou o MP.
Algumas das mulheres detidas tinham partes da cabeça sem cabelo e estavam extremamente magras.
O promotor revelou perante o juiz que a organização “autorizava as rações de comida, de compras de diversos produtos e determinava jejuns obrigatórios como forma de punição”.
Dos 21 acusados, 13 permanecem presos e o restante está em liberdade condicional.

Fonte da Máteria: g1.globo.com